Doença de Parkinson: entender para cuidar melhor Receber ou suspeitar de um diagnóstico de Parkinson costuma trazer muitas dúvidas. É comum que o primeiro sentimento seja medo. Mas informação correta e acompanhamento adequado fazem toda a diferença na forma como a doença é vivida. Neste artigo, explicamos o que é a Doença de Parkinson, quais são seus principais sintomas, como é feito o diagnóstico e de que forma o acompanhamento especializado pode preservar qualidade de vida e autonomia. O que é a Doença de Parkinson? A Doença de Parkinson é uma condição neurológica crônica e progressiva que afeta principalmente os movimentos. Ela ocorre devido à redução de dopamina, uma substância produzida no cérebro que ajuda a coordenar movimentos de forma fluida e precisa. Com a diminuição dessa substância, podem surgir sintomas motores e, em alguns casos, sintomas não motores. Principais sintomas Os sinais mais conhecidos incluem: Além desses, também podem ocorrer: Nem todos os pacientes apresentam os mesmos sintomas ou na mesma intensidade. Cada pessoa vive o Parkinson de forma única. Como é feito o diagnóstico? O diagnóstico é clínico, ou seja, baseado na história do paciente e no exame neurológico detalhado. Não existe um exame único que confirme a doença de forma isolada. Por isso, a avaliação criteriosa por um neurologista com experiência em distúrbios do movimento é fundamental. Em alguns casos, exames complementares podem ser solicitados para excluir outras causas de sintomas semelhantes. Existe tratamento? Sim. Embora o Parkinson ainda não tenha cura, existem tratamentos eficazes para controle dos sintomas. O tratamento pode envolver: O acompanhamento contínuo permite adaptar o tratamento às diferentes fases da doença. A importância do acompanhamento especializado O Parkinson é uma condição que exige seguimento regular. O cuidado vai além da prescrição de medicamentos. Envolve escuta, ajustes frequentes, avaliação de efeitos colaterais, orientação à família e planejamento a longo prazo. A Dra. Laís Perini atua com foco em distúrbios do movimento, acompanhando pacientes com Doença de Parkinson de forma individualizada, respeitando o momento e as necessidades de cada fase. Além do tratamento clínico, também realiza avaliação e acompanhamento de terapias avançadas, como toxina botulínica e Estimulação Cerebral Profunda, quando indicadas. Viver com Parkinson é possível Com diagnóstico precoce, tratamento adequado e acompanhamento estruturado, muitos pacientes mantêm autonomia, atividades sociais e qualidade de vida por muitos anos. O cuidado correto reduz inseguranças e permite planejamento. Quando procurar avaliação? É importante buscar um neurologista quando houver: A investigação precoce pode trazer mais clareza e tranquilidade. Um plano de cuidado faz diferença O acompanhamento estruturado permite ajustes terapêuticos adequados, orientação contínua e monitoramento da evolução clínica. Se você ou um familiar têm dúvidas sobre sintomas compatíveis com Parkinson ou já possuem diagnóstico e desejam acompanhamento especializado, é possível agendar uma avaliação para discutir um plano de cuidado individualizado. Buscar orientação é um passo importante para viver com mais segurança e qualidade.
O que é neurologia?
Neurologia na prática: como o sistema nervoso influencia sua vida todos os dias O sistema nervoso é o centro de comando do corpo. Ele coordena movimentos, pensamentos, emoções, memória, sono, equilíbrio e até funções que você nem percebe , como respirar ou manter o coração batendo. Quando algo nesse sistema sai do equilíbrio, os sinais podem aparecer de forma sutil ou intensa. E é aí que entra a neurologia. Neste artigo, explico de forma clara o que é neurologia, o que faz o neurologista, quais doenças são tratadas e em quais situações vale buscar uma avaliação especializada. O que é neurologia? A neurologia é a especialidade médica dedicada ao estudo, diagnóstico e tratamento das doenças que afetam o sistema nervoso. Isso inclui estruturas como: O sistema nervoso é integrado , ele não funciona isoladamente. Por isso, a neurologia frequentemente dialoga com outras especialidades médicas. A psiquiatria, por exemplo, atua nas alterações emocionais e comportamentais. A neurocirurgia é responsável pelas abordagens cirúrgicas do sistema nervoso. A reumatologia pode investigar dores e alterações musculoesqueléticas que, em alguns casos, se confundem com quadros neurológicos. Essa integração é essencial para um diagnóstico preciso. O que faz o neurologista na prática? O neurologista é o médico especialista em compreender como o sistema nervoso está funcionando , e por que ele pode não estar funcionando como deveria. Esse cuidado envolve três grandes sistemas: Sistema Nervoso Central (SNC) Inclui o cérebro e a medula espinhal. É o centro de processamento das informações do corpo. Sistema Nervoso Periférico (SNP) Formado pelos nervos que conectam o cérebro ao restante do organismo, permitindo movimento e sensibilidade. Sistema Nervoso Autônomo (SNA) Responsável por funções automáticas, como respiração, digestão e controle cardiovascular. O neurologista avalia sintomas, realiza exame físico detalhado, solicita exames quando necessário e acompanha o paciente ao longo do tempo , especialmente em doenças crônicas. Quais condições podem ser tratadas? As doenças neurológicas podem afetar pessoas de qualquer idade e se manifestar de diferentes formas. Entre as condições mais comuns estão: Alguns sintomas parecem simples no início , como esquecimento leve ou desequilíbrio discreto , mas merecem investigação quando se tornam frequentes ou progressivos. Neurologia e psiquiatria: por que existe confusão? É comum que sintomas emocionais e neurológicos se misturem. O neurologista avalia alterações estruturais e funcionais do sistema nervoso. Já o psiquiatra atua nas condições que envolvem predominantemente alterações emocionais e comportamentais. Em muitos casos, o cuidado pode ser compartilhado, especialmente quando há sintomas como insônia, alterações de humor ou dificuldade de concentração. O mais importante é entender que buscar avaliação não significa ter algo grave , significa buscar clareza. Como cuidar do sistema nervoso ao longo da vida? Embora nem todas as doenças possam ser prevenidas, alguns hábitos ajudam o sistema nervoso a envelhecer melhor: O cuidado começa antes dos sintomas aparecerem. Quando procurar um neurologista? Vale buscar avaliação quando houver: A avaliação precoce permite diagnóstico mais rápido e, em muitos casos, melhor controle da condição. Cuidar do sistema nervoso é cuidar da sua autonomia O sistema nervoso está por trás da sua capacidade de se mover, lembrar, decidir e se comunicar. Buscar orientação especializada é uma forma de preservar qualidade de vida, independência e segurança. Se houver dúvidas sobre sintomas neurológicos, conversar com um especialista pode trazer mais tranquilidade e direção.
Minha história na neurologia
Minha história na neurologia Como tudo começou e por que eu escolhi cuidar de cérebros e pessoas Escolher a Medicina nunca foi apenas uma decisão profissional para mim foi uma inquietação profunda de entender o ser humano de forma integral. Desde a graduação, a neurologia me despertava algo diferente. O cérebro, os movimentos, os sinais sutis do corpo, a complexidade do sistema nervoso… tudo parecia contar histórias que precisavam ser escutadas com atenção. Foi assim que comecei a construir o caminho que hoje se traduz em cuidado, precisão e presença. O caminho que me trouxe até aqui Me formei em Medicina em Vila Velha (ES), onde consolidei minha base clínica com dedicação intensa à prática hospitalar e ao estudo constante. Realizei residência médica em Neurologia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), período que aprofundou meu olhar diagnóstico e minha responsabilidade diante da complexidade neurológica. Movida por um interesse especial nos distúrbios do movimento, segui para fellowship em Transtornos do Movimento pelo IAMSPE, em São Paulo um centro de referência nacional. Essa trajetória me permite hoje atuar com segurança e responsabilidade em condições como: Cada etapa da minha formação foi construída com um objetivo claro: oferecer excelência técnica sem perder a sensibilidade humana. O que significa ser neurologista para mim A neurologia exige escuta. Muitas vezes recebo pacientes que chegam com medo, inseguros ou já cansados de procurar respostas. Nem sempre os sintomas são simples. Nem sempre o diagnóstico é imediato. Para mim, ser neurologista é investigar com calma, observar detalhes e acompanhar cada história com responsabilidade. Não se trata apenas de tratar uma doença trata-se de acompanhar pessoas ao longo da vida. Minha dedicação aos distúrbios do movimento Os transtornos do movimento se tornaram uma área de dedicação especial na minha prática. Parkinson, tremores, distonias e outras condições que afetam o controle motor exigem conhecimento técnico aprofundado, atualização constante e acompanhamento longitudinal. Além da consulta clínica detalhada, realizo: Cada intervenção é planejada de forma individualizada, respeitando o momento e a necessidade de cada paciente. A informação como parte do cuidado Acredito que informação acessível reduz medo e fortalece decisões conscientes. Por isso compartilho conteúdos educativos sobre sintomas, diagnóstico precoce, quando procurar um neurologista e o que esperar do tratamento. Para mim, a medicina também passa por educação. Um pouco além do consultório Fora do consultório, valorizo rotina, organização e equilíbrio. Conciliar vida pessoal e agenda médica intensa é um desafio constante — mas também um estímulo para estruturar processos que me permitam estar verdadeiramente presente em cada atendimento. Prezo pela disciplina, mas também pela leveza. A precisão técnica caminha junto com a escuta atenta.A especialização convive com acolhimento. Minha missão Minha missão é oferecer neurologia especializada, baseada em evidência científica, com atendimento individualizado e acompanhamento responsável ao longo do tempo. Quero ser referência técnica sem perder humanidade.Quero oferecer segurança sem gerar medo.Quero trazer clareza em meio às incertezas. Para quem é meu cuidado Grande parte das pessoas que acompanho são: Minha neurologia é pensada para acompanhar fases da vida — não apenas consultas isoladas. Uma jornada que continua Minha formação não terminou na residência. A atualização é constante. Neurologia é ciência em movimento e quem cuida de movimento precisa estar sempre evoluindo. Cada paciente faz parte da minha história profissional.Cada consulta é um compromisso com ética, responsabilidade e cuidado real. Se você deseja entender melhor seus sintomas ou acompanhar alguém que precisa de orientação neurológica, buscar informação é o primeiro passo. Quando for o momento certo, estarei aqui para acolher você.